Essa é uma das perguntas mais comuns de quem está considerando migrar para um veículo elétrico. O medo do fogo em carros elétricos ganhou força nas redes sociais, principalmente após alguns vídeos virais de incêndios em EVs. Mas será que esse medo tem fundamento técnico — ou é apenas desinformação?
A resposta curta é: sim, carros elétricos podem pegar fogo. Mas os dados mostram que a incidência é significativamente menor do que nos veículos a combustão convencionais.
Neste artigo, a VoltiCar traz a verdade técnica, sem alarmismo e sem omitir os riscos reais. Você vai entender por que isso acontece, como se compara com os carros a gasolina e o que as montadoras fazem para proteger os motoristas.
Sim. Qualquer veículo pode pegar fogo — elétrico, híbrido ou a combustão. O que importa é a probabilidade e a causa.
De acordo com dados de seguradoras e agências de segurança veicular nos Estados Unidos, os veículos a combustão registram muito mais incêndios proporcionalmente do que os elétricos. Estudos apontam que veículos a gasolina pegam fogo com uma frequência até 60 vezes maior por quilômetro rodado do que os elétricos.
No Brasil, os casos de incêndio em EVs ainda são raros — o mercado é jovem e os dados locais são limitados — mas a tendência global é clara: veículos elétricos são menos propensos a incêndios espontâneos do que os movidos a combustível fóssil.
O principal culpado, quando o incêndio acontece em um EV, é um fenômeno chamado fuga térmica — ou thermal runaway em inglês. Mas o que isso significa na prática?
As baterias de íons de lítio armazenam grande quantidade de energia química. Quando uma célula da bateria é danificada ou superaquece, ela começa a liberar calor. Esse calor afeta as células vizinhas, que também aquecem e liberam mais energia — criando uma reação em cadeia difícil de conter.
As principais causas que podem desencadear esse processo são:
É importante destacar: esses eventos são raros e, na maioria dos casos, resultado de situações extremas — não do uso normal e cotidiano do veículo elétrico.
Essa comparação é fundamental para colocar o assunto em perspectiva.
Os carros a gasolina carregam tanques com combustível altamente inflamável, linhas de combustível, catalisadores aquecidos e sistemas com centenas de componentes que podem falhar. Qualquer vazamento de combustível próximo a uma faísca já representa risco real de incêndio.
Nos EVs, não existe combustível líquido. O risco de ignição espontânea é muito menor. Porém, quando um incêndio em bateria de íons de lítio começa, ele pode ser mais difícil de apagar — exigindo grandes volumes de água e tempo prolongado de combate.
Resumindo: carros elétricos pegam fogo? com muito menos frequência, mas quando pegam, o incêndio pode ser mais desafiador para os bombeiros.
Esse é um ponto de atenção legítimo. O incêndio em bateria de íons de lítio tem características diferentes dos incêndios convencionais:
Muitas cidades brasileiras e corpos de bombeiros já estão se adaptando para lidar com esse tipo de ocorrência. As montadoras também disponibilizam guias de emergência específicos para seus modelos elétricos.
Carro elétrico pega fogo? Pode. Mas estatisticamente, muito menos do que os carros a combustão. A tecnologia das baterias evoluiu muito nos últimos anos, e os sistemas de proteção dos EVs modernos tornam esses incidentes cada vez mais raros.
O medo do fogo em Carros elétricos é, em grande parte, alimentado por desinformação e pela raridade — quando algo incomum acontece, chama muito mais atenção. A mobilidade elétrica avança justamente porque é mais segura, mais eficiente e mais sustentável.
Quer ficar por dentro de tudo sobre veículos elétricos e híbridos no Brasil? Acompanhe a VoltiCar e siga nosso perfil no Instagram @volticar para conteúdo atualizado sobre mobilidade elétrica.

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.
Criamos conteúdos de qualidade para manter você bem informado e para que a VoltiCar seja a sua primeira opção quando quiser saber tudo sobre o mundo automotivo eletrificado.